Eu não quero lembrar os dias e horas que os olhos ficaram perdidos, enlutados na esperança do retorno, toca o telefone, nada mais, nenhum som vem dali, parado no tempo do universo desalentado, da ausência sem propósito sem nexo, sem tempo pra acabar! Nunca acaba! Avolumando entre os sonhos, entre a vida, entre os lençóis, pelas frestas da janela, balançando folhas amareladas do outono, prevendo mais um inverno avermelhado em tons gélidos, dentro do coração que não faz mais nenhuma dança apenas pousa inquieto e torto na escuridão. Caminhando pela estrada verde já alaranjada nenhuma alma ou vida, consola essa praga, que assola os contornos mentais, pedindo apenas, um pouco de esquecimento, retornando vozes altas desta saudade, desse amor sem pátria, sem pouso, perdido pelo vento, voando sem encontros, só a sós, nesta andança destemida, ainda arrogante, jogando pelas bordas, em transfusão, apenas ali, observando o inimaginável, dos delírios de uma manhã sem luz, esclarecidas pelas estrelas que caíram...São Pedro – SP - 13/02/2009 – 24h43min




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