Andei resgatando idiotices
ao repassar o azul
desmaiado na manhã de antes...
Encarcerada a alma chora vertigens
ao encontrar cartas perdidas
no meio da bagunça estremecida...
Eu sou você em dia de chuva,
com clarões do coração
tingido de amarelo em fraca dissolução...
Eu colo rente, ao batente da porta,
a fraqueza tomando conta e me despeço
sem dor, só ardor nos olhos...
Sabendo da não volta,
repensando na poesia
que em fragmentos rubros
se perdeu nessa trilha...
Amanhã eu vou reaparecer,
calando apressada,
o brilho da alma...
10/10/2010 – São Pedro – SP – 21:24

Belíssimo texto! Fui atraída pelo título do blog - lindo! E não me arrependi. Parabéns!!
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